Quanto tempo da sua vida você já passou olhando para uma tela? Se a resposta for "não faço ideia", você não está sozinho. Uma pesquisa recente ajuda a colocar esse número em perspectiva, e ele é maior do que parece.
Segundo um levantamento da NordVPN realizado em abril de 2026, o brasileiro passa em média 53 anos conectado à internet ao longo de sua vida. Considerando uma expectativa de vida de 76 anos, esse número equivale a mais de dois terços de uma vida.
O número chama ainda mais atenção quando olhamos para trás. Em 2022, a mesma pesquisa apontava uma média de 41 anos e 3 meses conectados. Quatro anos depois, esse tempo aumentou em mais de 11 anos. Na comparação com 20 países, o Brasil aparece em primeiro lugar. O México vem em seguida, com cerca de 43 anos conectados. Nos Estados Unidos, a média é de cerca de 25 anos, e no Japão, último da lista, de 19 anos e 6 meses.
Para onde vai esse tempo
São 116 horas por semana online, cerca de 42 delas estão ligadas ao entretenimento. Boa parte fica com redes sociais (12h19), streaming (11h28), vídeos (10h49) e música (8h32). A inteligência artificial também já entra na conta: chatbots somam quase 3 horas semanais.
Nenhum desses números é errado por si só. Muita gente trabalha, estuda e se comunica pela internet, e parte dessas horas é produtiva. O ponto de atenção é quando o tempo se espalha entre plataformas e conteúdos que nem sempre escolhemos de forma consciente, e o dia termina sem que a gente saiba para onde ele foi.
No fim, a diferença raramente está na quantidade de tempo disponível. Está em para onde ele é direcionado.
Como usar melhor o seu tempo de tela em 3 passos
- Descubra seu número real. Procure em seu celular o relatório de tempo de tela e some as três categorias que mais aparecem. Esse é o seu "gasto" semanal.
- Separe escolha de hábito. Para cada categoria, pergunte: "eu escolhi fazer isso ou simplesmente aconteceu?". Um vídeo que você buscou para aprender algo é diferente de rolar o feed sem pensar.
- Redirecione uma hora por semana. Não é sobre parar de usar telas. É sobre pegar uma hora que hoje é automática e trocar por algo que você escolhe de propósito: uma leitura, um curso, qualquer coisa que aproxime você de onde quer chegar.
Uma hora por semana parece pouco, mas é um começo concreto. E se ela puder ser o primeiro passo daquela graduação ou pós que você vem adiando, vale conhecer as opções. Não é sobre encontrar tempo do nada, e sim usar melhor o que você já tem. Conheça os cursos de graduação e pós-graduação da UniBF.